
No último final de semana, estava na casa do meu namorado me aventurando pela sua prateleira de livros, até que encontrei Marley & Eu. Meu namorado estava superocupado com uma limpeza geral no carro e, então, eu decidi, como quem não quer nada, ler o livro. Digo "como quem não quer nada" porque assisti ao filme há quase dois anos e não superou as minhas expectativas. No entanto, nunca imaginei que o livro fosse TÃO mais profundo. Eu fui devorando página por página, capítulo por capítulo e, em menos de dois dias, já havia terminado de ler. Conclusão? É um livro espetacular. Despertou sentimentos muito fortes em mim, coisa que não aconteceu com o filme.
Após ter terminado o livro, decidi que assistiria ao filme de novo, pra analisar todas as diferenças etc, etc, etc. Realmente, pra quem lê o livro e depois assiste ao filme, é um tanto decepcionante, porque não chega nem aos pés de toda a riqueza de detalhes que contém o livro. Apesar disso, ao final do filme, chorei como se não houvesse amanhã. Chorei porque me sensibilizo muito com animais, chorei porque já passei por situação idêntica. Não quero transformar esse texto em um drama, mas faço questão de falar sobre isso.
Dia 7 de março vai fazer dois anos que ela se foi. Se foi da mesma maneira que o Marley, exceto pela doença. Não havia mais o que fazer, nós tentamos de tudo, de tudo mesmo. Depois de usar todas as alternativas, seria egoísmo da nossa parte manter vivo um animal que estava, nitidamente, sofrendo e fadado a isso pelo resto dos seus dias. Na época, ela tinha cinco anos. Foram os meses mais difíceis da minha vida, sem dúvida. Meses de muito arrependimento, culpa, medo, frustração, tristeza, saudade...
Tudo que eu quero externar dizendo todas essas coisas é que esses bichinhos estão sempre ao nosso lado. Minha outra cadela, irmã da que morreu, completou sete anos há poucos dias. Sete anos. Sete anos me recebendo quando chego em casa, sete anos me amando incondicionalmente, sete anos ficando ao meu lado nos momentos difíceis, como se soubesse o que estava acontecendo. O que ela queria em
troca? Nada. Apenas amor. E é isso que eu dou a ela e à minha outra pequena, que faz parte da família há pouco mais de um ano e meio. Podem me chamar de louca ou do que quiserem, mas, como diz no livro, poucas pessoas te fazem sentir especial como um cão o faz. Poucas pessoas te dão afeto sem querer nada em troca, não se importando se somos ricos, pobres, brancos, negros, gordos, magros. Por isso, hoje mais do que ontem e menos que amanhã, valorizo muito esses bichinhos de quatro patas. Eles têm uma vida junto a mim, cresceram comigo, fizeram parte das etapas mais importantes da minha vida, atravessaram várias fases e crises junto comigo.Trate bem o seu cachorro, é o mínimo que você pode fazer. Ao final do dia, é ele quem vai estar te esperando de braços abertos. Ele já vive tão pouco e, mesmo assim, dedica a maior parte do seu tempo a lhe dar atenção. Retribua!
*Na primeira foto, meu bebê que já se foi e, na segunda, meus outros dois bebês que me acampanham na minha jornada!